Uma operação realizada pela CPFL Piratininga em conjunto com a DEIC identificou duas mineradoras de Bitcoin funcionando com furto de energia elétrica em Louveira e Jundiaí.
A ação ocorreu nesta terça-feira (19) e revelou um esquema clandestino de mineração de criptomoedas abastecido diretamente pela rede elétrica, sem medidores de consumo e sem pagamento pela energia utilizada.
Até o momento, ninguém foi preso.
Galpão em Louveira operava com cerca de 800 máquinas
Segundo reportagem exibida pela EPTV Campinas, um dos locais investigados funcionava em um galpão industrial no bairro Terra Nobre, em Louveira.
No imóvel, aproximadamente 800 máquinas trabalhavam 24 horas por dia realizando mineração de Bitcoin — atividade que exige alto poder computacional e grande consumo de energia elétrica.
De acordo com a CPFL, o fornecimento de energia do galpão já havia sido cortado em janeiro deste ano. Mesmo assim, os responsáveis realizaram duas religações clandestinas.
Na segunda fraude, a conexão teria sido feita diretamente na rede elétrica, sem qualquer medidor, numa tentativa de dificultar a identificação do consumo irregular.
Consumo equivalia a 2 mil residências
A concessionária informou que apenas a estrutura localizada em Louveira consumia cerca de 2 GWh de energia furtada por mês — volume equivalente ao abastecimento de aproximadamente 2 mil residências no mesmo período.
O prejuízo estimado pode chegar a R$ 10 milhões.
Outro imóvel investigado foi localizado no Distrito Industrial de Jundiaí, também apresentando indícios de furto de energia e alto consumo elétrico ligado à mineração de criptomoedas.
Entenda o que é mineração de Bitcoin
A mineração de Bitcoin consiste na utilização de computadores de alta potência para validar operações financeiras na blockchain da criptomoeda.
Como recompensa, os operadores recebem frações de bitcoins e taxas de transações. O processo exige equipamentos especializados funcionando continuamente, o que gera elevado consumo de energia elétrica.
Furto de energia é crime
Segundo a legislação brasileira, o furto de energia elétrica é considerado crime e pode resultar em pena de um a quatro anos de prisão, além de multa.
A CPFL informou que seguirá atuando em parceria com as autoridades policiais para identificar os responsáveis e combater fraudes no fornecimento de energia elétrica na região.