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A CURA CHEGOU

HFA: veja qual tratamento curou militar de 99 anos do coronavírus

Internado no HFA, o ex-combatente Ermando Armelino Pivita não pôde fazer uso da hidroxicloroquina por ter patologia cardíaca

Postado em 16/04/2020 às 13:12

acompanhamento domiciliar precoce, a ajuda da equipe médica e a análise minuciosa do histórico de doenças do ex-combatente do Exército Brasileiro na 2ª Guerra Mundial Ermando Armelino Pivita, 99 anos, foram essenciais em sua batalha contra o coronavírus.

O homem mais velho no Brasil a ser curado da Covid-19 foi tratado no Hospital das Forças Armadas (HFA) e recebeu alta, sob intensos aplausos, na tarde dessa terça-feira (14/04).

Embora tenha dado entrada na unidade de saúde no dia 6 de abril, o tenente aposentado era acompanhado pela equipe de telemedicina do HFA. Desde 23 de março, quando testou positivo para a doença, todos os sintomas e evoluções eram monitoradas pelos médicos e enfermeiros.

Os profissionais detectaram a necessidade de internação somente após ele apresentar tosse, febre, mal-estar e desconforto respiratório. Hospitalizado, diagnosticaram uma pneumonia bacteriana.

“As primeiras 48 horas foram complicadas porque ele teve que ficar no CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva), mas não chegou a evoluir para ventilação mecânica”, afirmou o contra-almirante médico Nestor Francisco Miranda Júnior, diretor-técnico de Saúde do HFA.


Hidroxicloroquina

A observação do histórico do paciente fez a equipe perceber que ele não poderia ser medicado com a hidroxicloroquina, medicamento que tem sido usado dentro do ambiente hospitalar em algumas pessoas que testaram positivo para o coronavírus. O impedimento para emprego do remédio ocorreu devido à patologia cardíaca do paciente. Alguns estudos indicam que a hidroxicloroquina pode provocar efeitos colaterais, como arritmia cardíaca.

Assim, o tenente Ermando Piveta foi tratado com terapia de suporte – medicamentos aplicados para que o paciente se sinta melhor – e antibióticos, devido ao quadro de pneumonia. Como os antibióticos são específicos para cada caso, os nomes não serão citados.


Hoje, o ex-combatente está curado e não transmite a doença. Está em casa, porém, continuará a ser acompanhado por profissionais da saúde. Agora, o oficial só quer descansar da batalha que, ao receber alta, resumiu: “Luta maior que na guerra”.

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