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Poder Feminino

Mulheres vão buscar mais espaço na Câmara em 2020

Nenhuma mulher foi eleita para a Câmara de Jundiaí nas últimas eleições municipais, que aconteceram em 2016

Postado em 22/01/2020 às 07:27 |

Nenhuma mulher foi eleita para a Câmara de Jundiaí nas últimas eleições municipais, que aconteceram em 2016. Para tentar mudar esse cenário, os partidos políticos deverão dar mais espaço para as candidaturas femininas no pleito de outubro deste ano: as alas femininas dentro das legendas têm ganhado força, o que deverá resultar em uma concorrência mais justa e acirrada entre homens e mulheres na disputa do final do ano.

A cota de 30% para candidatas mulheres dentro de cada partido continua valendo para as eleições 2020. Além disso, as siglas deverão reservar – por lei – pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral, para financiar as campanhas de candidatas no período eleitoral.

Dentro do PSDB-Jundiaí já existe a ala PSDB-Mulher, liderada pela psicóloga e pedagoga Cássia Carpi, de 54 anos. Ela afirma que a participação das mulheres na política está diretamente direcionada à atuação feminina na sociedade como um todo. “Estamos realizando um trabalho dentro do partido para que um número alto de mulheres se candidate e tenha chances de concorrer ao Legislativo. Também focamos bastante na conscientização sobre a importância das mulheres participarem da política de modo geral, seja frequentando das sessões da Câmara ou ocupando cargos em Conselhos”, completa.

A vice-presidente do PT-Jundiaí e pré-candidata a vereadora, Mariana Janeiro, avalia que as mulheres que já tiveram cargos eletivos em Jundiaí, como as vereadoras Ana Tonelli e Marilena Negro, realizaram bons trabalhos. “Um dos motivos de nenhuma mulher ter sido eleita em 2016 é que mulher ainda não vota em mulher, por achar que devemos realizar outras atividades. <CW-10>Também existem estruturas partidárias que não permitem que as mulheres não chegam nos cargos mais altos, que não acreditam nas candidatas mulheres ou até que lançam candidatas laranjas apenas para bater a porcentagem obrigatória. Não é o caso do PT, que possui a ala “elas por elas.” Acredito que, com esses trabalhos voltados às mulheres, esse ano temos boas chances de eleger pelo menos uma vereadora na cidade”, comenta.

A ex-presidente da Câmara de Jundiaí, Ana Tonelli, diz não entender o motivo de nenhuma mulher ter sido eleita em 2016. “51% do nosso eleitorado é mulher, e mesmo assim é sempre mais difícil para as candidatas. Sinto que falta um pouco de empenho delas, mas é fato que tudo é mais difícil para a mulher em relação à campanha política. Tenho conversado com apoiadores e gostaria sim de poder exercer mais um mandato”, comenta.

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