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SAÚDE

Louveira investiga seis casos suspeitos de sarampo

Apesar de não ter nenhum caso confirmado na cidade, é importante que a população mantenha a carteira de vacinação atualizada

Postado em 12/08/2019 às 14:37 |

Casos estão sendo investigados (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Saúde de Louveira está investigando seis casos suspeitos de sarampo na cidade. A informação foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal.  Os dados foram atualizados na última sexta-feira (10) pela pasta responsável. 

Os pacientes com sintomas da doença são moradores do Jardim Capivari, Jardim São Francisco, Burck, Rainha e Colinas São José. É importante que toda a população mantenha a carteirinha de vacinação atualizada. A vacinação em dia é a forma mais eficaz de combater a doença. 

De acordo com a Prefeitura, nenhum caso ainda foi confirmado na cidade e por isso, não há motivos para pânico no município. Todos os casos estão sendo avaliados em laboratórios e aguardam o resultado positivo ou negativo da doença. Ainda assim, um trabalho de bloqueio está sendo feito com os familiares mais próximos dos pacientes. 

Atualmente o Estado de São Paulo tem cidades com surtos da doença e a recomendação do Ministério da Saúde é atualizar a carteirinha de vacinação caso pretenda viajar para alguma cidade com surto da doença. 

Confira as cidades com casos confirmados: 

São Paulo, Santos, Fernandópolis, Santo André, Guarulhos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Mairiporã, Pindamonhangaba, Sorocaba, Diadema, Indaiatuba, Osasco, Barueri, Caçapava, Caieiras, Embu, Estrela D’Oeste, Francisco Morato, Hortolândia, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Jales, Mogi das Cruzes, Peruíbe, Praia Grande, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taboão da Serra e Taubaté. No estado do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Paraty e Nilópolis. No Pará: Monte Alegre, Santarém, Porto do Moz e Prainha.

Sintomas do Sarampo

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

A Transmissão

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

Prevenção

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações livres da doença. Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias.

Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença.

As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

As informações sobre sintomas, transmissão e prevenção foram retirados do site da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) 

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